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Aleitamento materno
O dia 1º de Agosto é considerado o "Dia Mundial do Incentivo ao Aleitamento Materno" e entre os dias 01 e 07 de agosto de 2008 ocorre a “Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM)”, que foi concebida em 1992 e é realizada anualmente em mais de 120 países. No Brasil, é um evento coordenado pelo Ministério da Saúde desde 1999, e o tema desse ano será “Se o assunto é amamentar, apoio à mulher em primeiro lugar”.
O que é aleitamento materno?
O aleitamento materno (AM) é uma prática mundialmente reconhecida como sendo a melhor escolha alimentar da mãe para seu filho por trazer inúmeros benefícios não só para a mãe e a criança, mas também para a família e para a sociedade.
Amamentar é um dos fatores mais eficientes que contribuem para a saúde e para a diminuição dos índices de morbidade e mortalidade infantil. Ela é influenciada por condições culturais, sociais, psíquicas e biológicas.
Estudos mostram que, embora a prevalência de aleitamento materno no país tenha aumentado de forma progressiva desde as últimas décadas do século XX, ainda persistem muitos casos de abandono do AM e de introdução precoce de outros alimentos na alimentação do bebê.
O UNICEF calcula que o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida pode evitar, anualmente, 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos, e amamentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir a mortalidade neonatal (a que acontece até o 28º dia de vida). No Brasil, do total de mortes de crianças com menos de 1 ano, 65,6% ocorrem no período neonatal e 49,4% na primeira semana de vida.
Benefícios para a mãe e seu bebê
- O leite materno (LM) apresenta uma composição adequada para cada fase do desenvolvimento da criança. Seu conteúdo é modificado durante o período de lactação, nos intervalos entre as mamadas, ao longo do dia ou de acordo com a idade gestacional do recém-nascido.
- O aleitamento materno oferece proteção contra alergias, anemia, doenças infecciosas, pneumonias, diarréias e algumas doenças crônicas, como por exemplo, a obesidade e o diabetes mellitus tipo 1. É um alimento único, que apresenta em sua composição alguns fatores que garantem sua função protetora. O que torna o leite materno especial, diferente de outros leites, é a presença de algumas proteínas e enzimas naturais que são importantes ao bebê e que, em sua maioria, não conseguem ser adicionadas pela indústria aos outros leites;
- Ele é um alimento ideal, adequado, completo, equilibrado e suficiente para o bebê. Não existe leite fraco, por isso não é necessário completá-lo com outros leites, mingaus, chás ou sucos até os 6 meses de idade. Ele é específico para o ser humano, o que o torna de mais fácil digestão e não sobrecarrega o organismo do bebê;
- É prático, está pronto a qualquer hora e lugar; não precisa ferver, misturar, coar, dissolver ou esfriar, e vem na temperatura certa para o bebê. Não se contamina facilmente como a mamadeira;
- O aleitamento natural é mais econômico para o orçamento familiar; o leite materno não precisa ser comprado;
- Dar de mamar é um ato de amor e carinho, fortalece os laços entre a mãe e o bebê, e traz uma sensação de segurança e conforto ao bebê;
- Ajuda na prevenção de defeitos na oclusão (fechamento) dos dentes, diminui a incidência de cáries e problemas na fala;
- Bebês que mamam no peito apresentam melhor crescimento e melhor desenvolvimento cognitivo e das habilidades motoras;
- O aleitamento materno favorece o desenvolvimento do sistema nervoso e da visão do bebê.
- A amamentação reduz as chances de a mãe ter câncer de mama e de ovário, além de favorecer a recuperação mais rápida do peso pré-gestacional, ou seja, do peso anterior à gravidez.
Orientações Práticas para as mães
Como amamentar?
O aleitamento materno é um ato instintivo, mas é necessário e importante que você, mãe, aprenda a amamentar corretamente, para que seu bebê ganhe peso e cresça adequadamente. Além disso, a correta amamentação garante que você não tenha problemas como rachaduras nos seios, diminuição do volume de leite produzido e dor ao amamentar, fatos que podem levá-la a abandonar essa prática.
Você deve oferecer o peito sempre que o bebê procurar, deixando-o sob livre demanda, ou seja, sem horários pré-fixados, de acordo com a necessidade dele. De preferência, a amamentação deve iniciar imediatamente após o parto, se você e seu bebê estiverem em boas condições. Lembre-se que, no início, devido ao reduzido tamanho do estômago da criança, as mamadas serão mais freqüentes e com volume menor, mas, conforme o bebê cresce, ele passará a mamar mais e aumentar o intervalo entre as mamadas.
Posicionamento
Não tenha pressa para amamentar e garanta seu conforto e do seu bebê!
Ao dar de mamar, você deve estar calma e não deve apressar o bebê. Escolha a posição mais confortável para dar de mamar, podendo ficar deitada, sentada, ou em pé; o importante é que ambos estejam bem confortáveis. Se você achar necessário, pode apoiar os pés, os braços e as costas, e usar travesseiros para ajudar.
A posição do bebê também é importante; ele precisa estar inteiramente de frente para seu peito, bem próximo ao seu corpo, estando com a cabeça e a coluna alinhadas, ou seja, ele não deve estar com a cabeça virada em relação ao corpo, e você deve apoiá-lo com seu braço. É importante que a cabeça do bebê fique levemente mais elevada que o corpo, para facilitar a deglutição.
Você deve aproximar a boca do bebê bem de frente ao peito, para que ele mesmo possa abocanhar uma grande parte da aréola (a área mais escura do peito em volta do bico), o que torna mais fácil para ele sugar o leite. Isso também lhe ajudará a manter uma boa produção de leite e proteger seu peito das rachaduras. É importante levar o bebê ao peito e não o peito ao bebê, ou seja, o próprio bebê possui o reflexo de procurar o peito, e ele é quem deve pegar o peito.
Mamada e Pega
Se seu peito estiver muito cheio, antes de amamentar, você deve fazer uma ordenha manual para amaciar a aréola, espremendo com os dedos indicador e polegar as regiões acima e abaixo do limite da aréola para retirar algumas gotas de leite e amaciar o bico.
Lembre-se sempre de esvaziar um peito primeiro antes de colocar o bebê no outro. Após terminar a mamada, passe um pouco do leite no mamilo para limpar e evitar rachaduras. Não esfregue, não utilize cremes ou lave com sabonete. Na próxima mamada, comece a oferecer o peito que o bebê sugou por último na mamada anterior, ou no que não mamou.
Se houver rachaduras no mamilo ou você sentir dor ao amamentar, é necessário rever a pega, pois provavelmente ela está errada.
É importante você observar se o bebê está acordado, calmo e com uma pega boa, isto é, se a boca dele está bem aberta, com o lábio inferior virado para fora, com a aréola mais visível acima da boca do que abaixo dela, com o queixo tocando o seu peito, se a bochecha dele está cheia e a língua envolvendo o bico do peito. Ele deve sugar o leite de forma lenta e profunda, com intervalos entre uma sucção e outra, e você poderá ouvir o bebê engolindo.
Sinais de uma boa pega:
- A boca do bebê fica bem aberta;
- O queixo do seu bebê toca o seu peito;
- O lábio do bebê fica virado para fora;
- O bebê suga, faz uma pausa e suga novamente, com sucções lentas e profundas;
- Você pode ouvir seu bebê engolindo.
Sinais de uma pega incorreta:
- Seu mamilo parece achatado quando sai da boca do bebê no final da mamada;
- Você sente dor nos mamilos durante e após as mamadas;
- Suas mamas podem ficar inchadas, rachadas e obstruídas.
Encerrando a mamada
Geralmente, o bebê solta o peito sozinho. Se você precisar interromper a mamada, coloque a ponta do seu dedo mínimo no canto da boca do bebê para que ele solte o peito sem machucar.
Para fazer o bebê arrotar, você ou outro cuidador deve levantá-lo e apoiar a cabeça da criança no ombro e fazer uma leve massagem nas costas, ou deve colocá-lo sentado no colo, inclinando-o para frente, apoiado no seu braço, com as pernas flexionadas.
Outras observações
Não é recomendado que você use mamadeira ou chupeta, pois quando o bebê experimenta outro bico dentro da boca, ele pode começar a se atrapalhar na hora de mamar, o que pode levá-lo a abandonar o peito. Além disso, mamadeiras e chupetas podem causar infecções e diarréias, pois precisam de muito cuidado para limpar e esterilizar.
Com relação à sua alimentação, é possível que o excesso de café, chá preto ou mate provoque cólicas no bebê. Interromper o consumo temporariamente mostrará se são eles os causadores das cólicas. Bebidas alcoólicas e cigarro são desaconselháveis, pois podem afetar a saúde do bebê.
A maioria dos medicamentos não impede a amamentação, entretanto, você só deve tomar remédios sob orientação médica ou de um profissional habilitado.
Para manter boa produção de leite, você deve oferecer o peito ao bebê sempre que ele quiser e amamentar também durante a noite. Descansar também é importante. Para que o bebê mame mais, não ofereça chás, água, sucos ou outro leite nos primeiros meses de vida. É importante reforçar que o leite materno é suficiente para alimentar os filhos, não necessitando de nenhum outro alimento até o sexto mês de vida.
Como saber se o bebê está mamando o suficiente?
É importante que você saiba que a duração das mamadas é muito variável, e segue de acordo com o ritmo da criança. Portanto, você deve permitir que ela estabeleça seu próprio ritmo. A interrupção forçada da mamada pode impedir que ela receba quantidade suficiente de leite.
Essa interrupção deve ser feita, de preferência, quando a criança indicar que está satisfeita, o que acontece geralmente quando ela mesma solta o mamilo. Nunca se deve forçá-la a continuar a mamar quando parecer saciada.
Acontece que muitas vezes a criança faz uma pausa durante a mamada, retomando a sucção em seguida. É importante que você saiba interpretar esta pausa, reconhecendo se ela é um sinal de desconforto ou de saciedade do bebê.
Como saber se a criança está satisfeita?
Quando ela:
- Solta o mamilo e afasta a cabeça;
- Adormece;
- Fecha os lábios com força quando você tenta reintroduzir o mamilo na boca dela;
- Morde o mamilo, enruga os lábios ou sorri e desiste;
- Irrita-se e chora.
Alguns “truques” podem ser utilizados para confirmar se seu bebê está obtendo uma quantidade adequada de leite.
O ganho de peso avaliado mensalmente é o principal indicador de que o bebê está mamando o suficiente. O peso do bebê deve ser comparado com o peso esperado numa população saudável, de acordo com a idade. Isto é feito da seguinte forma: o peso medido do bebê deve ser colocado em um gráfico, como aquele que está na Caderneta de Saúde da Criança, e deve ser avaliado e acompanhado pelo pediatra ou outro profissional de saúde.
Outra forma de saber se a mamada fornece leite suficiente ao bebê é o teste da fralda, isto é, o teste que avalia a produção de urina da criança. O bebê em aleitamento materno exclusivo, ou seja, que recebe só leite materno, geralmente molha de seis a oito fraldas por dia, sendo a urina clara e diluída.
Observar a aparência física do bebê também é muito importante, e é a forma mais prática e fácil de avaliar se o leite está sendo suficiente. A criança bem alimentada geralmente tem aparência saudável, é ativa, vigorosa e alerta.
Quando introduzir outros alimentos?
Recomenda-se que você amamente seu bebê até os 6 meses de vida. Introduzir muito cedo novos alimentos interfere na manutenção do aleitamento materno e pode colocar seu filho em risco nutricional.
A partir dos 6 meses, o uso apenas do leite materno não supre todas as necessidades nutricionais da criança, sendo necessário que você forneça ao seu bebê alguns alimentos complementares, como, por exemplo, frutas, carnes, cereais, verduras e legumes, na forma de papas ou purês. Porém, nesse período é importante que você continue a oferecer o peito, podendo prolongar o aleitamento até os dois anos ou mais da criança.
Essa alimentação complementar deve ser especialmente preparada para sua criança, sem excesso de sal ou gordura, até que ela possa receber os alimentos parecidos com os consumidos pela família, o que ocorre geralmente em torno dos 8 meses de idade. Esse período de introdução da alimentação complementar é uma fase de transição e elevado risco para sua criança, tanto pela possibilidade de inadequações quanto pela chance de contaminação no preparo e armazenamento, favorecendo a ocorrência de diarréia, desnutrição e deficiências de vitaminas e minerais. Portanto, procure orientação adequada dos profissionais de saúde, e se informe sobre como ela deve ser realizada.
O Ministério da Saúde criou uma cartilha, voltada para a alimentação de crianças menores de dois anos, estabelecendo 10 passos para uma alimentação saudável. Este material pode ser acessado no site do Ministério (http://dtr2004.saude.gov.br/nutricao/documentos/guiao.pdf).
Quando não se pode amamentar, o que fazer?
É importante esclarecer que, embora se saiba da importância do aleitamento materno, algumas doenças podem ser obstáculos a essa prática, pois podem ser transmitidas pelo leite materno para a criança. Diante da ocorrência de sinais e sintomas de doenças, procure um médico o mais rápido possível e peça orientação em relação à suspensão ou não da amamentação. Em geral, a maioria das doenças não impede que as mães continuem amamentando.
O aleitamento materno só é totalmente contra-indicado nos casos de doença materna grave, como doenças cardíacas, renais, pulmonares ou hepáticas graves, psicoses e depressão pós-parto graves, ou alguns tipos de infecções, como as infecções por retrovírus (vírus HIV e vírus T-linfotrópicos humanos tipo I e II - HTLV I e II), poucos casos específicos de infecções por bactérias, fungos e agentes parasitários, por exemplo, a doença de Chagas e a hanseníase não-tratadas.
Outras contra-indicações do aleitamento materno são algumas doenças metabólicas raras do bebê, como galactosemia e fenilcetonúria, e durante o uso de alguns medicamentos pela mãe.
Se existir o risco de você passar alguma doença para seu bebê durante a amamentação,
procure auxílio médico para ser orientada sobre como evitar a contaminação da criança.
Se a criança não puder ser amamentada diretamente pelo peito da mãe, a primeira alternativa a ser considerada é oferecer o leite extraído da própria mãe, podendo ser pasteurizado ou não, dependendo do caso. Quando não for possível utilizar o próprio leite da mãe, oferecer o leite obtido nos bancos de leite, devidamente tratado. Se nenhuma das alternativas anteriores for possível, oferecer um substituto do leite materno, que tenha a mesma equivalência nutricional. É importante lembrar que cada caso deve ser avaliado individualmente pelo médico.
A substituição do leite materno por outro alimento pode prejudicar o crescimento, causar alguma doença, e até aumentar o risco de morte, principalmente se a água utilizada na diluição não estiver na quantidade correta ou estiver suja.
A utilização de mamadeiras pode causar doenças e até morte, e por isso, seu uso deve ser evitado. Prefira dar o leite a seu filho com um copinho ou com uma colher, estando eles bem limpos e esterilizados.
Não introduza o leite de vaca integral antes dos 12 meses de vida do bebê, devido ao elevado risco para o desenvolvimento de anemia, à predisposição a micro hemorragias intestinais e por não atender as necessidades nutricionais dessa faixa etária, devido à sua composição.
O Ministério da Saúde, junto com o UNICEF, dispõe de uma cartilha que orienta as mães com alguma restrição de amamentar a como alimentar seu filho - o “Guia Prático de Alimentos para Crianças Menores de 12 meses que não podem ser Amamentadas”.
Como fazer para trabalhar e amamentar?
Se você, mãe, precisar voltar ao seu local de trabalho, pode e deve continuar a amamentar. Se não for possível estar com o bebê durante suas horas de trabalho, procure amamentá-lo sempre que estiverem juntos, pois o aleitamento freqüente garante a produção de leite.
Amamentação é um direito garantido por lei.
Todas as mães têm o direito de amamentar seus filhos.
O aleitamento materno é também um direito da criança.
Durante a licença maternidade, é importante dar só de mamar sem oferecer qualquer outro líquido. Ao retornar ao trabalho, procure levar o bebê consigo no trabalho, para continuar a amamentação. Se não for possível, peça à pessoa que vai cuidar do bebê para levá-lo ao seu trabalho para que você possa amamentá-lo.
Quando você não puder amamentar em seu local de trabalho, extraia o leite e conserve-o em um recipiente limpo. O leite extraído pode ser oferecido ao bebê em um copo limpo.
Você pode se preparar para esta situação, começando a tirar seu leite uma ou duas semanas antes de retornar ao trabalho e guardá-lo para preparar um estoque. Pode também amamentar antes de sair de casa e imediatamente após voltar. Nos dias de folga, pode oferecer o peito à vontade, e no trabalho, se possível, deve retirar o leite, tantas vezes quanto o bebê mamaria se estivesse com você.
O que dizem as leis que protegem a amamentação?
- É proibido o trabalho da mulher grávida no período de 4 semanas antes e 8 semanas depois do parto e em caso de parto antecipado, a mulher terá sempre direito às 12 semanas previstas;
- As trabalhadoras têm direito à licença maternidade de 120 dias, sem prejuízo do emprego e do salário;
- As mães têm direito a 2 descansos remunerados por dia, cada um de 30 minutos a cada 4 horas trabalhadas, até os 6 meses de idade do bebê, além dos intervalos normais para repouso e alimentação;
- As mães têm direito a serviço de berçário, creche ou um ambiente apropriado para amamentação, dentro ou fora do local de trabalho, sempre que a empresa tiver 30 ou mais mulheres com mais de 16 anos trabalhando;
- Existem leis contra a propaganda indiscriminada de produtos que favorecem o desmame precoce, com definição de regras para a comercialização.
Como retirar o leite?
A retirada manual do leite das mamas é chamada de ordenha. Ela deve ser realizada quando a mãe tem leite em excesso, quando a mãe e o bebê não podem ficar juntos - seja por motivos de saúde ou de distância física -, quando o bebê apresenta dificuldade de sugar ou mamar adequadamente, ou quando a mãe deseja doar o excedente de seu leite.
Para realizar a ordenha, escolha um lugar limpo e tranqüilo, prenda bem os cabelos e use uma touca de banho ou pano amarrado, e proteja a boca e o nariz com máscara, pano ou fralda. Também deixe preparado um vasilhame para estocar seu leite, de preferência um frasco com tampa plástica, fervido por 15 minutos para esterilizar.
Em seguida, massageie seu peito com a ponta dos dedos das mãos bem limpas, iniciando na região mais próxima da aréola, indo até a mais distante do peito, apoiando-o com sua outra mão. Massageie por mais tempo as áreas mais doloridas.
Depois, apóie a ponta dos dedos (polegar e indicador) acima e abaixo da aréola, comprimindo o peito contra o tórax, fazendo movimentos rítmicos, como se tentasse aproximar as pontas dos dedos, sem deslizar na pele. É importante que você despreze os primeiros jatos e guarde o restante no recipiente preparado.
Como fazer para conservar o leite estocado?
Após retirar o leite, você deve guardá-lo em um frasco limpo e bem tampado. Deve manter o leite sob refrigeração, em geladeira, freezer ou, se não houver essa possibilidade, manter em isopor com gelo.
O leite materno pode ser conservado sem estragar, à temperatura ambiente, por até 6 horas. Na geladeira, pode ser conservado por 24h, e no congelador ou freezer, por 15 dias. Ele deve ficar o menos tempo possível exposto à temperatura ambiente.
Caso você deseje doar o excesso de seu leite a um Banco de Leite Humano (BLH), congele-o imediatamente após a extração.
Para ser oferecido ao bebê, o leite deve ser descongelado e aquecido no próprio frasco, em banho-maria. Não o descongele em microondas e não ferva. O leite aquecido que não foi usado deve ser jogado fora.
Caso o armazenamento do leite não seja possível, é importante que, para você manter sua produção de leite, você apenas retire seu leite e o jogue fora.
Onde procurar ajuda?
Quase todas as mães conseguem amamentar sem problemas. As que não têm confiança suficiente para amamentar precisam de estímulo e de apoio prático da família e dos amigos. Agentes de saúde, organizações, a mídia e as empresas também podem oferecer apoio.
Todos têm direito de ter acesso às informações sobre os benefícios do aleitamento materno.
É obrigação de cada governo fazer com que as pessoas tenham acesso a essas informações.
A Rede Nacional de Bancos de Leite Humano (REDEBLH) é constituída por 182 Bancos de Leite Humano, coordenada pelo Centro de Referência Nacional, com sede na Fundação Oswaldo Cruz. Os BLH possuem pessoas capacitadas para ajudar as mães na amamentação. Os “Hospitais Amigos da Criança” e os centros de saúde também podem ajudar. Informe-se na sua cidade se existe algum grupo de apoio à amamentação, pois eles são muito úteis.
Ajude na defesa e promoção do aleitamento materno!
Conheça as normas e leis que protegem a amamentação.
Todas as mães têm o direito garantido por lei de amamentar seus filhos. Essas normas e leis são:
- Constituição Brasileira de 1988;
- Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT);
- Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA);
- Norma Brasileira para Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL), transformada na lei 11.265/2006;
- Portaria GM/MS 2.051, de 08/11/01;
- Resolução ANVISA RDC nº 221 e 222 de 05/08/02.
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