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Crianças autistas não apresentam maior incidência de problemas gastrintestinais do que as outras crianças, de acordo com novo estudo publicado no Pediatrics.
Foram acompanhadas 124 crianças com autismo e 248 crianças sem autismo até os 18 anos de idade. A frequência de sintomas gastrintestinais (constipação ou diarréia, distensão, desconforto ou irritabilidade abdominal, refluxo gastroesofágico ou vômitos e problemas com alimentação ou seletividade) foi de 77% no grupo com autismo e 72% no outro grupo, não sendo estatisticamente significante. Entretanto, quase 34% dos autistas comparado com 17% das crianças sem autismo apresentavam constipação. Os problemas com alimentação foram identificados em 24% dos autistas e 16% das crianças sem autismo. Estes dados demonstram que a alimentação (muitos autistas comem apenas determinados alimentos e têm hábitos ritualísticos) pode ser um fator que interfira na presença de constipação. Houve apenas um caso de doença celíaca entre os autistas, desmitificando a relação entre autismo e intolerância ao glúten. Com este estudo, os pesquisadores alertam para que os pais sejam desencorajados a seguir dietas de restrição sem necessidade e que as crianças sejam investigadas quanto à problemas gastrintestinais da mesma forma que as outras crianças.
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