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BBC news
O alto consumo de ácido linoléico, encontrado em óleos de sementes e oleaginosas, como de girassol, açafrão, soja, milho e nozes pode estar relacionado com um terço dos casos de colite ulcerativa. Esta constatação provém da análise de mais de 200,000 diários alimentares. Dos participantes do estudo, 126 desenvolveram colite ulcerativa em um período médio de 4 anos. Após ajustes para fatores de confusão (como fumo, idade, consumo de calorias e ingestão de aspirina), verificou-se que aqueles que consumiram as maiores quantidade de ácido linoléico apresentaram o dobro de chance de desenvolver a doença do que aqueles que consumiram as menores quantidades. Uma explicação plausível seria que o ácido linoléico se transforma em ácido araquidônico no organismo, o qual é um componente da membrana das células intestinais e é precursor de várias substâncias inflamatórias.
Ainda é muito cedo para se realizar qualquer modificação dietética. Especialistas acreditam que pode haver outros fatores importantes envolvidos no desenvolvimento da colite ulcerativa. Além disso, o padrão da dieta de quem consome alta quantidade de ácido linoléico pode ter alguma influência também. O estudo será publicado na revista Gut.
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