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Atualização > Artigos Comentados > Lack of effect of Lactobacillus GG in breast-fed infants with rectal bleeding: a pilot double-blind randomized controlled trial (Falta de efeito do Lactobacillus GG em lactentes amamentados com sangramento retal: um estudo piloto duplo-cego randomizado controlado)

Lack of effect of Lactobacillus GG in breast-fed infants with rectal bleeding: a pilot double-blind randomized controlled trial (Falta de efeito do Lactobacillus GG em lactentes amamentados com sangramento retal: um estudo piloto duplo-cego randomizado controlado)

Szajewska H, Gawronska A, Wos H, Banaszkiewicz A, Grzybowska-Chlebowczyk U. JPGN 2007; 45: 247–251.

Abstract:
Objectives: For breast-fed infants with rectal bleeding, maternal restriction of dietary protein such as cow’s milk proteins is often recommended; however, poor response to dietary protein restriction is of concern. This pilot study was designed to assess the effectiveness of Lactobacillus GG (LGG) in breast-fed infants with rectal bleeding. Patients and Methods: Breast-fed infants %lt; 6 months of age with rectal bleeding (defined as the presence of visible specks or streaks of blood mixed with mucus in the stool in otherwise healthy infants) were enrolled in a double-blind randomized controlled trial in which they received LGG 3 x 109 colony-forming units (n = 14) or placebo (n = 15) twice daily for 4 weeks as an adjunct to cow’s milk restriction in the mother’s diet. Analyses were based on allocated treatment and included data from 26 infants.

Results: Mean duration of rectal bleeding was similar in the LGG and control groups (17.3 ± 10.6 vs 15.4 ± 11 days; mean difference -1.9 (95% confidence interval [CI] -4 to 7). No difference was found in the number of infants with clinical resolution of rectal bleeding within 72 hours and no relapse afterward (2/11 vs 3/15, relative risk [RR] 0.9, 95% CI 0.2–3.9) and the number of infants with clinical resolution of rectal bleeding within 72 hours followed by relapse of symptoms (5/11 vs 5/15, RR 1.4, 95% CI 0.5–3.5). Breast-feeding cessation was not needed in any infant.

Conclusions: These results do not support the use of LGG as an adjunct to maternal cow’s milk restriction in breast-fed infants with rectal bleeding.

Comentários:
O sangramento retal de lactentes em aleitamento materno exclusivo pode corresponder a um quadro de proctocolite induzida por proteína dietética. Geralmente, recomenda-se exclusão de leite de vaca da dieta materna, entretanto, tem sido relatada resposta ruim a tal conduta. Este estudo piloto foi desenhado para avaliar a efetividade do Lactobacillus GG (LGG) no tratamento do sangramento retal do lactente, em adição à dieta de exclusão materna. Foi realizado um ensaio duplo-cego placebo controlado, com lactentes saudáveis, menores de 6 meses, em aleitamento materno exclusivo, que apresentavam sangramento retal (definido pela presença de sangue visível misturado com muco nas fezes). Foram excluídos lactentes com sangramento retal de origem infecciosa bacteriana, enterocolite necrosante e coagulopatias.

Os lactentes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um grupo (n=14) recebeu LGG (3 x 109 unidades formadoras de colônia) e ou outro grupo (n=15) recebeu placebo, duas vezes por dia, por quatro semanas. Outros produtos contendo probióticos foram proibidos. Durante a intervenção, as mães foram orientadas a seguir dieta isenta de leite de vaca e derivados e a anotar diariamente as características das fezes do lactente. Foi realizada endoscopia com biópsia (quando possível) ao início e final do estudo. A análise dos resultados foi baseada na intenção de tratamento e incluiu dados de 26 lactentes.

A média de duração do sangramento intestinal após o início do estudo foi de 16.3 ± 10.7 dias, sem diferença significante entre os grupos. Nenhuma diferença foi encontrada no número de lactentes com resolução clínica do sangramento retal dentro de 72 horas e sem relapso após (2/11 vs 3/15, risco relativo [RR] 0.9, IC 95% 0.2—3.9) e o número de lactentes com resolução clínica do sangramento retal dentro de 72 horas seguido de relapso dos sintomas (5/11 vs 5/15, RR 1.4, IC 95% 0.5-3.5). A interrupção do aleitamento não foi necessária em nenhum caso. Ao início do estudo, o exame endoscópico foi realizado em 20 lactentes e ao final do estudo, apenas 5 pais autorizaram a repetição do exame. Em todos lactentes estudados houve remissão endoscópica e histológica, sem diferença estatística entre os dois grupos.

Os resultados deste estudo não apóiam o uso de LGG como adjuvante do tratamento de lactentes com sangramento retal, cujas mães fazem dieta de exclusão de leite de vaca. Possíveis explicações para a falta de efeito do LGG são: amostra pequena, dose insuficiente do probiótico e intervenção de curta duração. Os autores afirmam que a viabilidade do LGG não deve ter sido um problema, pois outro estudo realizado no mesmo período mostrou benefícios com o uso do LGG fornecido pelo mesmo fabricante.

Devido ao tamanho da amostra e conseqüente poder estatístico limitado, outros estudos são necessários para esclarecer se há ou não vantagens no uso de LGG neste grupo de pacientes. Além disso, estudos com outras cepas probióticas devem ser realizados.

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