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FOOD ALLERGEN AVOIDANCE IN THE PREVENTION OF FOOD ALLERGY IN INFANTS AND CHILDREN
Exclusão do alérgeno alimentar na prevenção da alergia alimentar em lactentes e crianças.
Zeiger RS. Pediatrics 2003; 111: 1662-71.
Abstract:
Food allergy afflicts an increasing number of infants and children and is associated with both clinical and familial burdens. To help lessen this burden, the Nutritional Committees from the American Academy of Pediatrics and jointly the European Society for Pediatric Allergology and Clinical Immunology and the European Society for Pediatric Gastroenterology, Hepatology, and Nutrition published recommendations to prevent and treat food allergy. Although there is much in common with these recommendations, differences exist. This review compares, contrasts, and reconciles them, presenting the evidence that has led to their statements.
Comentários:
A prevenção da alergia alimentar pode ser instituída em três estágios: prevenção primária (impedir o primeiro contato do sistema imunológico com o alimento - sensibilização, particularmente nos casos de alergia IgE mediada), prevenção secundária (prevenir a expressão da doença após a sensibilização) e prevenção terciária (evitar os sintomas após a expressão da doença).
O artigo mostra as recomendações dos comitês americano (Academia Americana de Pediatria) e europeu (Sociedade Européia de Alergia e Imunologia Pediátrica e Sociedade Européia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica) quanto à prevenção primária (Tabela 1) e terciária (Tabela 2) da alergia alimentar.
Tabela 1: Resumo das recomendações para profilaxia da alergia alimentar
| Parâmetro |
AAP, 2000 |
ESPACI/ESPGHAN 1999 |
Comentários |
| Lactentes de alto risco |
Pai e mãe atópicos ou um dos pais e irmão |
Pai, mãe ou irmão atópicos |
Avaliar cuidadosamente a história familiar |
| Dieta materna na gestação |
Não é recomendado com possível exceção para amendoim |
Não é recomendado |
Estudos não mostram benefício com exclusão de leite de vaca e ovo (risco de prejudicar ganho de peso materno e do lactente). O amendoim não é um alimentos essencial e pode ser excluído da dieta |
| Aleitamento materno exclusivo (AME) |
6 meses |
4 - 6 meses |
Estudos demonstram efeito preventivo |
| Dieta materna durante a lactação |
Eliminar amendoim e oleaginosas (considerar a eliminação de ovos, leite de vaca, peixes) |
Não é recomendado |
Resultados de estudos são contraditórios. Avaliar casos individualmente, exceto para exclusão de amendoim. Suplementar cálcio (até 1500mg/dia) e vitaminas durante a dieta de exclusão materna |
| Evitar fórmulas de soja |
Sim |
Sim |
Ausência de benefício na prevenção primária |
| Fórmula hipoalergênica para lactentes de alto-risco em uso de complemento |
Usar fórmula extensamente ou parcialmente hidrolisada (custo) |
Usar fórmula com alergenicidade reduzida |
Preferir fórmulas extensamente hidrolisadas. Devido ao alto custo, fórmulas parcialmente hidrolisadas podem ser utilizadas |
| Introdução tardia de alimentos sólidos |
Introduzir alimentos menos alergênicos aos 6 meses; leite de vaca aos 12 meses; ovos aos 24 meses; amendoim, oleaginosas e peixes aos 36 meses |
Introduzir aos 5 meses, iniciar com pequeno número de alimentos de baixa alergenicidade |
A recomendação da AAP é baseada em consenso |
Tabela 2: Resumo das recomendações para tratamento da alergia alimentar em lactentes
| Parâmetro |
AAP, 2000 |
ESPACI/ESPGHAN 1999 |
Comentários |
| Lactentes com alergia alimentar confirmada |
Exclusão completa do alimento/proteína causadora |
Exclusão completa do alimento/proteína causadora |
Pode induzir à tolerância precoce na alergia a leite de vaca (ALV) e ovo.É a única forma de evitar os sintomas |
| AME em lactentes com alergia alimentar |
Testar dieta materna com exclusão de leite de vaca, ovo, peixe, amendoim e oleaginosas (se não houver melhora, seguir esquema para lactentes não amamentados) |
Testar dieta materna com exclusão do alérgeno |
O alérgeno é transmitido pelo leite materno |
| ALV confirmada em lactentes alimentados com fórmula infantil |
Utilizar fórmula hipoalergênica (extensamente hidrolisada e se sintomas persistirem, fórmula à base de aminoácidos) ou após 6 meses, fórmula de soja (se IgE mediada). Benefícios devem aparecer em 2-4 semanas e a fórmula continuada até 1 ano |
Utilizar fórmula extensamente hidrolisada ou, em determinados casos, fórmula à base de aminoácidos |
A AAP permite uso de fórmula de soja em lactentes após 6 meses, com ALV IgE mediada e sem alergia a soja.A ESPACI não distingue o tratamento para ALV IgE e não-IgE mediada |
| Evitar fórmula parcialmente hidrolisada na ALV |
Sim |
Sim |
A maioria dos pacientes apresenta reações |
| Evitar leite de cabra ou ovelha na ALV |
Sim |
Sim |
Há semelhança entre as proteínas dos leites |
| Lactentes com alergia alimentar e enteropatia malabsortiva |
Uitilizar fórmula extensamente hidrolisada ou, se sintomas persistirem, fórmula à base de aminoácidos |
Utilizar fórmula extensamente hidrolisada ou à base de aminoácidos sem lactose e com triglicérides de cadeia média até a função absortiva retornar ao normal |
Lactentes com malabsorção podem se beneficiar de fórmulas à base de aminoácidos para permitir descanso intestinal. Trocar para fórmula extensamente hidrolisada, se possível, após melhora da malabsorção. |
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