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Atualização > Artigos Comentados > Food allergy and the introduction of solid foods

FOOD ALLERGY AND THE INTRODUCTION OF SOLID FOODS TO INFANTS: A CONSENSUS DOCUMENT
Alergia alimentar e a introdução de alimentos sólidos a lactentes: um consenso.
Fiocchi A, Assa'ad A, Bahna S, Adverse Reactions to Foods Committee of the American College of Allergy, Asthma and Immunology. Ann Allergy Asthma Immunol 2006; 97: 10-21.

Objective:
To make recommendations based on a critical review of the evidence for the timing of the introduction of solid foods and its possible role in the development of food allergy.

Data Sources:
MEDLINE searches using the following search algorithm: [weaning AND infant AND allergy]/[food allergy AND sensitization]/[dietary prevention AND food allergy OR allergens]/[Jan 1980-Feb 2006].

Study Selection: Using the authors' clinical experience and research expertise, 52 studies were retrieved that satisfied the following conditions: English language, journal impact factor above 1 or scientific society, expert, or institutional publication, and appraisable using the World Health Organization categories of evidence.

Results:
Available information suggests that early introduction can increase the risk of food allergy, that avoidance of solids can prevent the development of specific food allergies, that some foods are more allergenic than others, and that some food allergies are more persistent than others.

Conclusions:
Pediatricians and allergists should cautiously individualize the introduction of solids into the infants' diet. With assessed risk of allergy, the optimal age for the introduction of selected supplemental foods should be 6 months, dairy products 12 months, hen's egg 24 months, and peanut, tree nuts, fish, and seafood at least 36 months. For all infants, complementary feeding can be introduced from the sixth month, and egg, peanut, tree nuts, fish, and seafood introduction require caution. Foods should be introduced one at a time in small amounts. Mixed foods containing various food allergens should not be given unless tolerance to every ingredient has been assessed.

Comentários:
A época de introdução de alimentos deve ser baseada em quatro considerações principais: nutricional, toxicológica, comportamental e alérgica/imunológica. O artigo foca as recomendações considerando os aspectos alérgico/imunológicos, avaliando evidências quanto à introdução de alimentos precoce ou tardia e desenvolvimento de alergia, a alergenicidade dos alimentos e a persistência da alergia alimentar.

O aleitamento materno exclusivo deve ser mantido até o sexto mês de vida, sem uso de fórmula infantil à base de leite de vaca ou qualquer outro alimento, devido aos efeitos preventivos em relação ao aparecimento de sintomas alérgicos, mesmo após o período de aleitamento.

A introdução dos alimentos nos primeiros 4 meses de vida está associada com maior risco de doenças alérgicas até os 10 anos de idade.

Vários estudos prospectivos sugerem que evitar a exposição à proteína do leite de vaca reduz a sensibilização a este alimento. Estes resultados sugerem que o retardo na introdução de sólidos pode prevenir o desenvolvimento de alergias alimentares específicas.

Os principais alérgenos alimentares variam de acordo com os hábitos de cada população. Geralmente são: leite de vaca, ovo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar, sendo as alergias aos últimos quatro alimentos as mais persistentes. Outros alimentos podem ser clinicamente significantes se introduzidos precocemente.

Há diferenças quanto às recomendações das sociedades científicas quanto à introdução de alimentos para prevenção da alergia alimentar. Os comitês europeus ESPACI/ESPGHAN (European Society of Pediatric Allergy and Clinical Immunology e European Society of Pediatric Gastroenterology, Hepatology, and Nutrition) recomendam a introdução de sólidos aos 5-6 meses. Já a Academia Americana de Pediatria (AAP), por consenso, especifica a introdução dos alimentos menos alergênicos aos 6 meses; laticínios aos 12 meses; ovo aos 24 meses; amendoim, castanhas e peixes aos 36 meses. A American College of Allergy, Asthma and Immunology apenas recomenda evitar a introdução de alimentos sólidos precocemente.

Os autores concluem que não há evidências que permitam determinar a época ideal para a introdução de cada alimento na dieta do lactente. A introdução deve ser individualizada, considerando-se o risco de sensibilização, desenvolvimento e persistência da alergia e a história familiar. É aconselhável introduzir um alimento por vez, aos 6 meses de idade, em pequenas quantidades, evitando oferecer misturas contendo vários alérgenos alimentares sem a prévia avaliação da tolerância de cada alimento. É prudente oferecer alimentos bem cozidos quando há evidências de que este processo diminui a alergenicidade do alimento (por exemplo, carne vermelha e kiwi). Para os lactentes em risco de alergia alimentar, propõem seguir as recomendações da AAP.

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