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Algumas doenças que acometem crianças, adolescentes e adultos utilizam como forma de tratamento principal ou coadjuvante dietas enterais ou fórmulas infantis especiais. Nestas situações a dieta assume papel equivalente aos medicamentos sendo essencial para evitar complicações como a desnutrição e conseqüentemente o óbito.

Alergias ao Leite de Vaca
Em crianças pequenas a alergia ao leite de vaca é a mais freqüente dessas doenças, acometendo cerca de 2 a 6% dos lactentes. A única forma de tratamento conhecida atualmente é a exclusão da proteína causadora da alergia da alimentação da criança por determinado período de tempo. Em crianças portadoras de alergia ao leite de vaca, nas quais o aleitamento materno foi interrompido, há necessidade de introdução de fórmula infantil especial substituta por vezes com custo elevado (proteína isolada de soja, extensamente hidrolisada ou à base de aminoácidos). Em 90% dos casos a alergia ao leite de vaca cura espontaneamente por volta dos 3 anos de idade.

Pacientes com necessidades nutricionais elevadas e/ou portadores de sondas ou estomias (gastrostomia)
Outro grupo de pacientes que também necessita de dietas especiais é o de portadores de disfagia neurogênica ou obstrutiva, isto é, que não conseguem receber o alimento normalmente por boca e utilizam para alimentação sondas ou estomias. Neste caso a dieta enteral adequada (industrializada ou de preparo caseiro) é fundamental para evitar a desnutrição e todas as complicações a ela associadas. No grupo da disfagia neurogênica estão os pacientes com seqüelas de acidente vascular cerebral, traumatismo craniano, neoplasias de encéfalo, paralisia cerebral, doenças desmielinizantes de sistema nervoso central e demências. No grupo das disfagias obstrutivas estão as malformações congênitas e obstruções de esôfago assim como, neoplasias de cabeça e pescoço. Esses pacientes têm garantido o suporte nutricional adequado durante a hospitalização, entretanto, ao retornarem ao domicílio acabam recebendo dietas artesanais com elevado risco de contaminação e inadequações nutricionais.

Em algumas doenças há necessidade do uso de dietas enterais especializadas porque o paciente tem um gasto energético acima do que consegue ingerir de calorias normalmente por boca e por isso Há risco elevado de desnutrição grave. Neste grupo estão os pacientes portadores de tumores malignos, síndrome da imunodeficiência adquirida e transtornos psiquiátricos (como a anorexia nervosa).

Por fim, há um grupo de doenças que cursa com síndrome de má-absorção, como no caso da retirada cirúrgica de grande parte do intestino delgado em crianças pequenas (recém-nascidos) que apresentam malformações (atresias ou estenoses congênitas de intestino delgado). Nestas situações pode haver necessidade de nutrição parenteral ou enteral no domicílio. Tal procedimento abrevia o tempo de hospitalização que oferece riscos ao paciente e eleva sobremaneira os custos com o tratamento.

 

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